O Jogador, de Dostoievski

Primeiro livro do Dostoievski que eu leio e a impressão que tive é que os personagens são “transparentes” como cristal diante do leitor. Parece que a gente sabe tudo sobre eles; o autor nem precisou escrever muito. Confesso que achei que iria ser um suplício, mas o texto é leve e as histórias são de fácil assimilação. Próximo passo será Crime e Castigo. Será que consigo?

✏️A história é sobre Aleksei Ivánovitch, um professor de 25 anos que é demitido o emprego e vai ser preceptor dos filhos de um general. Ele é apaixonado por Polina, cuja vida financeira está apertada e cheia de dívidas. Um dia ela pede que ele vá jogar na roleta por ela, pois estava precisando de dinheiro urgente. Nisso, Aleksei acaba “tomando gosto” pelo jogo. Destaque para a Vovó, a personagem que mais gostei e que dá um tom cômico ao livro. O drama está no âmbito de todos esperarem ansiosamente a morte dela (pois ela é muito rica) para que o general, dono do hotel, herde todo o dinheiro e pagasse as dívidas que tinha com um casal de franceses. E o que acontece? Vovó aparece de surpresa no prédio, vivíssima. Ela e Aleksei vivem “altas aventuras” no casino, ganhando e perdendo dinheiro continuamente. E assim muitas histórias de desenrolam na trama.

Engraçado a forma como o Dostoievski fala sobre esse vício. É como se o indivíduo quisesse sempre tentar pois, sem tentar, ele provavelmente não vai conseguir o que possivelmente poderia ganhar. Mas claro, o livro toca no viés patológico desta situação. Aleksei passou por isso e também a Vovó, uma personagem centenária, talvez. Ou seja: não importa a idade, a ânsia da jogatina penetra em qualquer faixa etária e pode destruir qualquer pessoa. O final? Bem… É o primeiro do Dostoiévski, né! Haverá outras chances!⭐⭐⭐⭐